- Adorei seu ultimo texto…
- Qual deles?
- O que tinha pensado em morrer num domingo.
- Gostei também. Tive a sensação chegando da zona leste...
- Queria escrever algo sobre a tal da sobrevivencia, e sobre a morte. Mas quando li teu texto, fiz dele um pouco meu.
- Que ótimo!
- Estou com medo da velhice.
- Sei bem.
- Muito.
- Todo mundo da nossa idade tá. Muito louco isso, não? Chegou a hora de entender que não é pra sempre. de que vem a decadência.
- Nao importa a morte na verdade...
- Isso está muito forte em mim também. Não mesmo. a morte em vida é a que importa…
- Importa isso...a decadencia.
- Essa dói. Deixar de ser, sendo.
- O não poder quase pensar......o nao lembrar das coisas....o existir só por existir. Deixar de ser, sendo. Totalmente. Não quero. Acho que acabo com a minha vida antes.
- Pensei nisso...Mas, aí, me perguntei, será que não é da própria natureza humana ir aceitando? Mesmo quando imaginamos que não vamos conseguir?
- Será?
- Então, acho que sim.
- Seria mais fácil de aceitar.
- Escrevi um texto sobre a falta de memória...O médido termina dizendo: não se preocupe, que, logo mais, você vai deixar de lembrar que havia o que esquecer. E o carinha, que é jovem, sai inconformado. uma esclerose precoce.
- Seria bom esquecer de tudo.
- É essa a promessa do médico.
- Mas sem se lamentar que esqueceu de tudo!
- Essa é a cura que ele entrega. exato. Porque você não lembra que há o que esquecer.
- Tem gente que lamenta...sempre....toda hora...vivi disso....da lembrança.
- Hummmm.... ruim. Bem ruim.
- Sim sim...
- Vamos ser intensos! enquanto formos!
- Sera que vamos conseguir!?
- E morrer mais cedo, se for preciso…
- Qual deles?
- O que tinha pensado em morrer num domingo.
- Gostei também. Tive a sensação chegando da zona leste...
- Queria escrever algo sobre a tal da sobrevivencia, e sobre a morte. Mas quando li teu texto, fiz dele um pouco meu.
- Que ótimo!
- Estou com medo da velhice.
- Sei bem.
- Muito.
- Todo mundo da nossa idade tá. Muito louco isso, não? Chegou a hora de entender que não é pra sempre. de que vem a decadência.
- Nao importa a morte na verdade...
- Isso está muito forte em mim também. Não mesmo. a morte em vida é a que importa…
- Importa isso...a decadencia.
- Essa dói. Deixar de ser, sendo.
- O não poder quase pensar......o nao lembrar das coisas....o existir só por existir. Deixar de ser, sendo. Totalmente. Não quero. Acho que acabo com a minha vida antes.
- Pensei nisso...Mas, aí, me perguntei, será que não é da própria natureza humana ir aceitando? Mesmo quando imaginamos que não vamos conseguir?
- Será?
- Então, acho que sim.
- Seria mais fácil de aceitar.
- Escrevi um texto sobre a falta de memória...O médido termina dizendo: não se preocupe, que, logo mais, você vai deixar de lembrar que havia o que esquecer. E o carinha, que é jovem, sai inconformado. uma esclerose precoce.
- Seria bom esquecer de tudo.
- É essa a promessa do médico.
- Mas sem se lamentar que esqueceu de tudo!
- Essa é a cura que ele entrega. exato. Porque você não lembra que há o que esquecer.
- Tem gente que lamenta...sempre....toda hora...vivi disso....da lembrança.
- Hummmm.... ruim. Bem ruim.
- Sim sim...
- Vamos ser intensos! enquanto formos!
- Sera que vamos conseguir!?
- E morrer mais cedo, se for preciso…